Nosso objetivo quando criamos o blog era levar nossa Luiza para China para fazer o tratamento com células tronco! Enviamos toda documentação, fomos aceitos para o tratamento e não tínhamos o dinheiro... Na época uma media de R$100.000,00.
Conseguimos arrecadar com doações de amigos, parentes e especialmente pessoas desconhecidas que ficaram sabendo do blog e se propôs ajudar em torno de R$20.000,00.
Foram inúmeros contatos, ligações de Amor (lindas! que me
emocionavam muito e me dava força para continuar).
Portanto, com muita pesquisa e troca de informações com outras mães na mesma situação e principalmente as que já tinham viajado, DESISTIMOS!

Custo extremamente elevado para pouco ou talvez nenhum resultado!

Resolvemos então investir no Therasuit, na Equoterapia,
Hidroterapia etc...
Todos os tratamentos que trouxessem benefícios a ela, e tínhamos certeza de um bom resultado!
Foi uma ótima escolha!
Vejam vocês mesmo !
Obrigada TODOS que nos ajudaram, com palavras de apoio, com doações, com oraçoes...

Continuamos precisndo de sua ajuda ! Tratamentos carissimos , aparelhos para o bem estar dela com preços elevados , terapias diversas ... Não temos como caminhar sozinhos . Continuem ajudando , colaborem como puder !

Tudo muuuito bem vindo e válido! Ainda iremos postar sorrir e nos emocionar JUNTOS em ver aqui a nossa Lulu dando os primeiros passos!

Obrigada , obrigada , obrigada !






terça-feira, 5 de março de 2013

Novidade !!

FlexCorp Coletes de Retificação PosturalComo sempre uma internauta e mãe curiosa , achei na net uma novidade ótima ! 
Segue : Flex Corp é uma empresa 100% brasileira cuja missão é atender crianças com necessidades específicas, proporcionando o máximo conforto e bem estar na utilização de seus produtos além de ser eficaz nos resultados terapêuticos desejados.
Nosso compromisso é de oferecer produtos de fácil manuseio, duráveis e de simples manutenção, que permita ao terapeuta executar todos os movimentos necessários.A FlexCorp investe continuamente em pesquisa e na busca de novos materiais para tornar cada vez mais confortáveis e acessíveis os seus produtos.
A Andreia responsável  pela empresa é maravilhosa,uma fono que tem um filho especial - PC  e entende de nossas necessidades diárias ! Vale muita a pena conferir !!! 

CONTATO

Andréa de Carvalho Ferraresso
  • +55 +11 971585000
  • +55 +11 37742094                            


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Dica - Cama Flutuante !!

A cama flutuante ™ auxilia com Terapia Vestibular, bem como proporcionar uma "zona segura" para crianças com distúrbios do processamento sensorial. Over 75% of special needs children and adults have sleep problems which contribute to continuing overall health issues. Mais de 75% das crianças com necessidades especiais e adultos têm problemas de sono que contribuem para a continuidade problemas de saúde em geral. Safe & environmentally friendly, non-toxic materials. Safe & meio ambiente, materiais não tóxicos.
Cama criança com necessidades especiais de Our country is beginning to recognize the epidemic rise in children with Autism and Autism related disorders. Nosso país está começando a reconhecer a ascensão epidemia em crianças com autismo e desordens relacionadas autismo. Studies show that the sooner treatment begins, the better the chances for improvement. Estudos mostram que o tratamento mais cedo começar, melhor as chances de melhoria. Delaying treatment results in greater financial distress for families and states providing services. Retardando os resultados do tratamento em maior aflição financeira para as famílias e os estados que prestam serviços. Early Intervention is key to many more successful outcomes! Intervenção Precoce é a chave para muitos resultados mais bem sucedidos!

O ™ cama flutuante é útil para trabalhar com portadores de necessidades especiais
cama balançando movimento para crianças com necessidades especiais The Omni-Pendulum or “floating” motion is unique because it is the only motion that is calming to the Vestibular System, while stimulating the processing and learning centers. O Omni Pendulum ou movimento "flutuante" é único porque é o único movimento que é calmante para o sistema vestibular, ao mesmo tempo estimular o processamento e centros de aprendizagem. Other types of motion are often over-stimulating and cause anxiety, while Vestibular Motion Therapy (VMT or VT) is relaxing. Outros tipos de movimento são muitas vezes mais estimulante e ansiedade causa, enquanto Terapia de Movimento Vestibular (VMT ou VT) é relaxante. This has been known for centuries, and used for a variety of conditions. Isto tem sido conhecido desde há séculos, e usados ​​para uma variedade de condições.
Vestibular Therapy is beneficial for a special needs person , because they experience increased visual, auditory, & tactile sensory input, and relaxation at the same time, due to the gentle motion. Terapia vestibular é benéfico para uma pessoa com necessidades especiais , porque maior experiência visual, auditiva, tátil e entrada sensorial e relaxamento ao mesmo tempo, devido ao movimento delicado. (See the Health Benefits page for a full explanation.) This aids the special needs child or adult by helping them connect with the outer world, allowing them to come out of their world, making them more socially aware of their surroundings. (Veja a página de Benefícios de Saúde para uma explicação completa). Isso ajuda a criança com necessidades especiais ou adultos, ajudando-os a conectar com o mundo exterior, permitindo-lhes sair de seu mundo, tornando-os socialmente mais conscientes dos seus arredores. In this engaged, more peaceful state, they are able to concentrate more easily, & learn more efficiently. Neste estado envolvido, mais pacífico, eles são capazes de se concentrar mais facilmente, e aprender de forma mais eficiente. Children can become better listeners and interact more fully with their parents, teachers and therapists. As crianças podem se tornar melhores ouvintes e interagir mais com seus pais, professores e terapeutas. Teaching special needs children becomes easier and more effective using the Floating Bed, as most of these children feel more secure and safe in it. Ensinar as crianças com necessidades especiais torna-se mais fácil e mais eficaz usando o leito flutuante, como a maioria dessas crianças se sentem mais seguras e segura nele. Adding the netting or "tent" around the bed can create an even calmer, more serene environment. Adicionando a compensação ou "tenda" ao redor da cama mesmo pode criar um ambiente mais calmo, mais sereno.

Connecting with others, Having a safe space Conectar com os outros, ter um espaço seguro

The Floating Bed is strong enough that Parents, Teachers, and Therapists can actually sit with the child on the Bed and conduct therapy sessions in it. A cama flutuante é forte o suficiente para que Pais, Professores e Terapeutas pode realmente sentar com a criança na cama e realizar sessões de terapia na mesma. Moving gently together creates a shared experience, one that fosters closeness and an emotional bonding that is very real. Movendo suavemente juntos cria uma experiência compartilhada, que promove a aproximação e um vínculo emocional que é muito real. It helps the child feel connected and stable. Ele ajuda a criança a se sentir conectado e estável. This type of connection does not happen in chairs, on a sofa or bed, etc. A therapist can work with a child this way without crossing any professional boundaries, if that is an issue. Este tipo de conexão não acontece em cadeiras, em um sofá ou cama, etc Um terapeuta pode trabalhar com uma criança dessa maneira, sem atravessar todas as fronteiras profissionais, se isso é um problema. "Crashers" or children with sensory issues can still jump, bounce and even have a meltdown in a safe, soft, comfortable environment. "Crashers" ou crianças com problemas sensoriais ainda pode pular, saltar e até mesmo ter um colapso em um ambiente seguro, macio e confortável. With the optional tent, you can create the closed-in space necessary for these children to feel as though they can escape the anxiety and pressures, and be in the safety net provided by their individualized “home.” Com a tenda opcional, você pode criar o fechado no espaço necessário para que essas crianças se sentem como se pode escapar da ansiedade e pressões, e estar na rede de segurança fornecido pelo seu individualizada "casa".
cama flutuante rodada para crianças com necessidades especiaisCama Tenda de Terapia de Necessidades Especiais

Cama de Necessidades Especiais torna a aprendizagem divertida Makes learning fun Faz o divertimento de aprendizagem

Looking at it another way, what do most people want? Olhando de outra forma, o que mais as pessoas querem? To have fun! Para se divertir! - while maintaining a degree of safety. - Enquanto se mantém um grau de segurança. Which child is going to be engaged, pay attention and learn faster; a happy child, or an unhappy one? Qual criança vai ser contratado, prestar atenção e aprender mais rápido, uma criança feliz, ou infeliz? A child who has the tools & support to learn will be happier, safer and more socially aware, resulting in a happier more stable life than a child whom is allowed to "stay in their own world,” never making social gains. A Floating Bed, although therapeutic in nature, is one of the most fun and responsible gifts you can give your child. It can allow them to feel more like normal functioning individuals who benefit from longer sleep patterns. It can make therapy for special needs children more enjoyable and less stressful on the entire family. Uma criança que tem as ferramentas e suporte para aprender vai ser mais feliz, mais segura e socialmente consciente, resultando em uma vida mais feliz mais estável do que uma criança que é permitido para "ficar em seu próprio mundo", nunca fazendo ganhos sociais. Uma cama flutuante , apesar de terapêutica na natureza, é um dos presentes mais divertidos e responsável que você pode dar a seu filho. Ele pode permitir que eles se sintam mais como indivíduos normais de funcionamento que se beneficiam de padrões de sono mais longo. Ele pode fazer terapia para crianças com necessidades especiais mais agradável e menos estressante para toda a família.

 View research on the Autism and ADHD benefits of the Floating Bed. Ver pesquisa sobre os benefícios do autismo e TDAH da cama flutuante.



 uma experiência indescritivelmente relaxante, confortável, e unificador, mesmo sem contato físico em todos os ... it has to be experienced to be believed. ele tem de ser experimentado para ser acreditado.

Matthew McNatt, director, McNatt Learning Center www.mcmattlearningcenter.com Mateus McNatt, diretor, McNatt Learning Center www.mcmattlearningcenter.com
The Floating Bed has aided individuals with sensory issues by allowing the autistic child to escape during the therapy we conduct for "time outs" when he is feeling overwhelmed or over anxious. A cama flutuante tem ajudado pessoas com problemas sensoriais, permitindo que a criança autista para escapar durante a terapia conduzimos para "time out", quando ele está se sentindo sobrecarregado ou mais ansioso.
Meg Swearengin OT Meg Swearengin OT
Our son is 7, severely autistic. Nosso filho é 7, severamente autistas. Sleeping 4-6 hours per day, 2 hours at a time, was beginning to take its toll on our entire family. Dormir 4-6 horas por dia, 2 horas em um momento, estava começando a tomar seu pedágio em toda a família. The Floating Bed saved our lives! A cama flutuante salvou nossas vidas! The gentle rocking motion allows him to sleep longer periods of time as the movement gently rocks him back to sleep! O movimento de balanço suave permite-lhe dormir longos períodos de tempo como o movimento suavemente rochas de volta para dormir! We couldn't do it without the Floating Bed. Nós não poderia fazê-lo sem a cama flutuante.
Christopher Lofland Christopher Lofland
The Floating Bed is great for allowing me to interact effectively with my severely autistic patient. A cama flutuante é grande para me permitir interagir eficazmente com o meu paciente severamente autistas. It provides a calm gentle area for us to be able to conduct our therapy sessions with less frustration and anxiety. Ele oferece uma área calma suave para nós sermos capazes de realizar nossas sessões de terapia com menos frustração e ansiedade. Thank you Floating Bed! Obrigado cama flutuante!
Kelsey Villavazo -- Autism caregiver Kelsey Villavazo - Autismo cuidador

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Pai adapta moto para filha cadeirante e outro cria remédio para salvar filho

O Fantástico mostra o que um pai é capaz de fazer para levar felicidade ao filho.

Muitos pais levaram os filhos, neste domingo (19), ao estádio de futebol. E entre tantos deles, lá estavam o Alexandro e o Felipe, a dupla que você conheceu aqui no Fantástico, no domingo passado.

O Felipe tem paralisia, em virtude de um problema na hora do parto, mas quem disse que ele não joga futebol? Ele e o pai formam um jogador só, graças a uma botinha que o pai inventou. E desde que a invenção apareceu na TV, os dois viveram a semana mais intensa da vida deles.

No sábado (18), o Felipe fez um novo amigo, o Pedro. Outro menino que, assim como ele, não pode andar, mas adora futebol e também precisava de uma bota dessas.

“Eu gostei mais é que você atleticano. Aí deu certinho. Conta pra ele pra quem você torce. Atlético também”, brinca Bruno Vieira, pai do Pedro.

“A insegurança maior quem teve fui eu. Por que assim: eu senti pela primeira vez meu filho andando. E a insegurança passou pra mim. Eu senti a mesma coisa. Parece que eu estava aprendendo a andar naquele momento”, disse o pai do Pedro.

“Ele proporcionar isso para a gente também e para o filho dele. Para o nosso filho. Não tem explicação de como eu estou feliz, de como o Pedro Henrique ficou quando ele fez aquele gol e deu aquele sorriso”, destaca Tatiana Vieira, mãe do Pedro.

A universitária Izabelle, de 20 anos, tem má formação da medula e já passou por 29 cirurgias. O sonho dela não era futebol. Era moto! O pai, motociclista dos bons, e ela não podia acompanhar, porque não tem equilíbrio suficiente pra andar com segurança. Mas um dia ela fez a proposta.

“Nós fomos almoçar em um restaurante, minha mãe foi de carro comigo e ele foi de moto, Aí eu falei 'ah, deixa eu andar até em casa, né?’. Eu me senti pela primeira vez, como se, por causa da cadeira, ela não fizesse parte de mim por um instante, assim. Aquela era só a Izabelle”, ela conta.

Foi um passeio curtíssimo, envolvido em cuidados extremos. Mas despertou uma paixão impossível de segurar. E aí? E agora? Como botar a filha na estrada para sentir essa felicidade plenamente? A primeira barreira foi descobrir um jeito de poder transportar a cadeira de rodas junto.

“Foi difícil. Um não tinha interesse, outro não estava na linha de produção, até que eu consegui encontrar uma empresa que resolveu fazer”, conta o pai de Izabelle, João Marques da Silva.

Depois, uma moto com todas as adaptações para a Izabelle. Apoio pra coluna, um lugar para as mãos, um apoio maior para os pés, uma proteção para ela não encostar a perna no escapamento e se queimar. Acessórios que existem e que o pai mandou inventar. E que vieram no presente de aniversário de 18 anos.

“Ela nunca questionou a família, o pai e a mãe sobre as coisas que ela não tem, sobre as coisas que ela perdeu. Ela dá muito valor àquilo que ela tem e àquilo que ela pode”, disse a mãe Maria Bernardete Marques da Silva.

“Meu grande amor é a moto, é incrível, é indescritível. E todo mundo me diz 'você não tem medo?'. Eu estou com meu pai, eu estou com pessoas que me amam, então mais protegida, impossível”, disse Izabelle.

Mas o amor de pai pode ir muito além. Pode ser a salvação da vida do filho. É o caso do Vítor.

“Ele cresceu normal, sempre muito inteligente, muito ativo. Já estava pré-determinado a entrar no primeiro ano escolar com 5 anos, quando fomos chamados porque existia um problema e nos apresentaram o Vitor na sala de aula e ele não conseguia mais pegar lápis e canetas porque tinha problemas com a coordenação motora fina”, conta Adolfo Guidi, pai do Vítor.

Aos 10 anos, ele foi diagnosticado com uma doença rara e sem cura chamada gangliosidose tipo 2. Ele iria piorar cada vez mais. E, segundo os médicos, só teria mais um ano de vida.

“Aí que veio a loucura, porque quando a gente toma uma decisão passional ela é louca”, lembra o pai.

O pai deixou o emprego e passou a se dedicar exclusivamente a encontrar uma forma de salvar o filho. Até da mulher ele se separou. “Nunca tive apoio nem mesmo da família. A própria família me julgava louco”, afirma ele.

Depois de ler mais de 30 livros, Adolfo conseguiu entender que a doença atrapalhava a produção de uma enzima importante para a digestão.

“E aí eu defendi a tese da substituição enzimática. Os pesquisadores me assustavam que, eu com essa ideia de substituição enzimática, poderia matar o menino. Mas ele já estava predestinado à morte em pouco tempo, fui em frente. Não consegui montar uma equipe de pesquisadores para produzir uma medicação, tive apoio de um amigo que é médico homeopata, o doutor John Osman, e optamos em fazer a medicação pelo meio homeopático”, confessa o pai.

Vitor toma este medicamento inventado pelo pai há 13 anos. “E o resultado está aqui, né? E vai longe, né? Está muito forte, muito bonito, então acho que ele vai viver muitos anos ainda”, afirma o pai.

Os médicos continuam cautelosos. Mas ainda não descartam a eficiência da fórmula caseira desenvolvida por Adolfo.

“O sol nasceu e eu tenho uma série de problemas que eu nem conheço pra resolver. Eu posso ficar triste e decidir não resolver. E o dia vai terminar do mesmo jeito ou eu posso ter a atitude de: ‘eu vou enfrentar a cada problema que eu tiver no dia de hoje ou o que sobrou de ontem para resolver’”.

Pais e filhos.Quem é capaz de dizer o limite para esse amor?

Para o Felipe, a semana intensa, que começou com o Dia dos Pais na televisão, terminou no Estádio Independência, para ver o Atlético Mineiro. E parece que o Felipe deu sorte: o Atlético ganhou com gol no finalzinho!

quinta-feira, 8 de março de 2012

A esperança da célula-tronco chega a mais brasileiros


Olha que maravilha esta chegando a nós brasileiros !!!! Basta saber claramente como se inscrever e quais critérios utilizados para escolha . 

Pq até agora não testaram em crianças ? Sendo que as crianças que ainda não estão tão atrofiadas tema  perspectiva de uma evolução mais rápida e eficaz , não acham?? 

Tatiane Lino 


Estudo pioneiro que fez ex-policial paraplégico voltar a andar será repetido em oito centros no País, levando a promessa de recuperação a dezenas de outros pacientes
Monique Oliveira
chamada.jpg
"Não desistam! Caí de uma laje há nove anos e fui obrigado a aceitar que nunca
mais voltaria a andar. Mas não me descuidei e continuei com a fisioterapia. Hoje,
vejo que todo aquele esforço valeu a pena. Minha vida mudou radicalmente outra
vez, embora a luta continue. Vou começar aula de Pilates e tentar ganhar massa
muscular para recuperar o equilíbrio. Também quero servir de exemplo a outras
pessoas. Por favor, não desistam!”
Maurício Ribeiro, 47 anos, ex-policial que voltou a andar após ser submetido à terapia com células-tronco
Uma notícia impressionante surpreendeu o Brasil em 2011: o ex-policial baiano Maurício Ribeiro, 47 anos, paraplégico há nove, recuperou parte dos movimentos das pernas e voltou a andar com a ajuda de aparelhos. A façanha foi resultado de uma experiência liderada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na Bahia, e tornou-se uma das primeiras a demonstrar resultados efetivos de terapias à base de células-tronco para tratar lesões na medula espinhal.

Em 2012, a esperança é de que outros pacientes obtenham o mesmo sucesso de Maurício. O estudo terapêutico será levado a outros oito centros do País , financiados pelo Ministério da Saúde e BNDES. Ao todo, estima-se que 200 brasileiros farão parte da pesquisa. Além do existente na Bahia, serão quatro laboratórios em São Paulo (um no interior) e outros em Curitiba, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. O custo por paciente, que será pago pelo governo, será de aproximadamente R$ 20 mil.

Embora os cientistas tentem frear o otimismo promovido pe­la recuperação de Maurício – os pesquisadores receberam de­zenas de pedidos de outros pacientes para serem submetidos à terapia –, os resultados apontam que o tratamento com células-tronco já é uma realidade no Brasil. Na própria Fiocruz de Salvador, os pesquisadores também tiveram sucesso com a aplicação dessas estruturas para a regeneração do fígado em casos de cirrose hepática. Outro trabalho, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, apresentou progressos animadores no tratamento de paralisias decorrentes de acidente vascular cerebral. No experimento do qual fez parte o ex-policial, todos os pacientes apresentaram uma melhora sensível na qualidade de vida após o implante de células-tronco, embora o único a ter dado alguns passos tenha sido Maurício. “Mas a maioria conseguiu sentir as pernas, alguns ficaram de pé e outros começaram a controlar as funções da bexiga e do esfíncter”, diz Ricardo Ribeiro dos Santos, coordenador do projeto.

Os participantes do estudo são pacientes que perderam a conexão entre o cérebro e os membros inferiores após grave lesão na medula espinhal. “Não é possível verificar, mas acreditamos que conseguimos recuperar parte dessa conexão”, diz Milena Botelho, uma das pesquisadoras do projeto da Fiocruz. Além da paralisia, a lesão provoca diminuição da força, perda da sensibilidade e do controle sobre o intestino e a bexiga. O implante de célula-tronco pode ser realizado seis meses após o início da paraplegia, quando o quadro do paciente já se encontra estável.

No procedimento, células-tronco mesenquimais (já adultas) são retiradas da medula óssea presente no osso do quadril, cultivadas durante 30 dias e aplicadas no paciente diretamente no local da lesão medular por meio de um procedimento cirúrgico. “Acredita-se que essas células se integram às da lesão, sendo capazes de regenerá-las”, disse à ISTOÉ a pesquisadora Aileen Anderson, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Em 2005, ela conseguiu o mesmo feito da pesquisa brasileira, mas em ratos.

Apesar de os cientistas acreditarem que parte da lesão deixou de existir, a recuperação desses pacientes não é homogênea. “Cada um responde de uma maneira. Uma célula é diferente da outra. Algumas envelhecem mais rápido”, explica Santos. O trabalho, realmente, é intenso. Junto com pesquisadores, outros profissionais participam do projeto. Fisioterapeutas, neurocirurgiões, hematologistas, especialistas em dor, cardiologistas, infectologistas, educadores físicos e nutricionistas se revezam para acompanhar a evolução dos participantes.

A fisioterapia é a mais trabalhosa, já que a paralisia provoca atrofiamento dos músculos. Por isso, são necessárias duas sessões de exercícios por dia para fazer com que os músculos sustentem o corpo novamente. “Elaboramos um programa especial para essa recuperação”, explica a fisioterapeuta Cláudia Bahia, da Clínica de Atenção à Saúde, responsável pelo acompanhamento de Maurício. “Ele ajuda o paciente a ultrapassar os limites antes impostos pela paralisia.”

Beatriz Padovan: “Da curiosidade à vontade de ajudar”




Fonoaudióloga e criadora do método Padovan, Beatriz já viajou o mundo divulgando como ajudar pacientes com síndromes, paralisia cerebral e acidente vascular cerebral

A professora Iolanda Bezerra Costa, fonoaudióloga e terapeuta neurofuncional, afirma ser uma “discípula” de Beatriz Alves de Edmir Padovan – ou somente Beatriz Padovan, como é conhecida a baiana que, na década de 1970, criou o Método Padovan de Reorganização Neurofuncional. A aplicação deste método estimula o Sistema Nervoso Central e o Periférico (e, consequentemente, todos os outros sistemas que deles dependem), através de exercícios corporais passivos ou ativos que recapitulam os movimentos neuroevolutivos da marcha-deslocamento, das mãos, dos olhos e das funções orais reflexas, estimula-se a uma reorganização neurofuncional e consequentemente um fortalecimento de todo o sistema nervoso, promovendo uma possibilidade de maior eficácia, operacionalidade e funcionamento do indivíduo face a si mesmo e ao ambiente ao qual deve adaptar-se constantemente. Esses exercícios, que lembram os movimentos naturais do bebê – desde o útero até o andar (pedalar ou espernear, rolar, rastejar, engatinhar, sentar e andar) –, quando aplicados respeitando-se sua sequência natural, promovem grandes benefícios em todos os quadros de falhas no desenvolvimento normal do ser humano, inclusive no autismo.
Iolanda Costa atualmente é coordenadora do Centro Carioca do Método Padovan (Cecamp), na cidade do Rio de Janeiro, e supervisiona a aplicação do método em várias cidades brasileiras e também no exterior, como Marrocos e França.
Em entrevista à Revista Autismo, Iolanda, que também é especialista em Disfagia pelo Método Padovan, contou um pouco sobre sua experiência profissional na aplicação do método nos casos de autismo.

ENTREVISTA

Revista Autismo – Como o Método Padovan pode ajudar no tratamento do autismo?

Iolanda Costa – Para nós, terapeutas e discípulas Padovan, não é a falta de cuidados maternos que faz com que uma criança se torne autista. Muito já se disse sobre isso para os pais, e, para eles, têm sido motivo de grande tristeza serem responsabilizados pelo quadro de autismo dos filhos, o que não é verdadeiro. O certo é que o indivíduo autista tem grandes alterações nas suas percepções sensoriais. Podemos exemplificar de forma simples: o autista enxerga bem e não nos vê; escuta bem, mas não nos ouve; pode falar e não nos diz nada; e pode também ter uma grande alteração no sentido do movimento (sentir necessidade de estar com brinquedos que giram, por exemplo). Até mesmo o sentido do tato pode estar alterado, e muitos, quando se machucam, parecem não sentir nada. Alguns deles até se auto-agridem, sem demonstrar qualquer tipo de expressão facial de dor.
Utilizando o Método Padovan, nós estaremos fortalecendo o sistema nervoso como um todo e, consequentemente, promovendo o equilíbrio entre todos os sentidos. Equilíbrio sim, porque muitos dos sentidos podem estar debilitados e outros exacerbados. Temos como um dos princípios básicos o respeito à sequência dos movimentos da neuroevolução natural, que deve ser seguida e respeitada. Esses movimentos corporais que aplicamos são os mesmos que qualquer ser humano usa para se desenvolver durante seu primeiro ano de vida, estão na memória genética das células nervosas e dependem da maturação do Sistema Nervoso Central.
As funções reflexo-vegetativas orais, que também são estimuladas na terapia Padovan, são quatro: sugar, mastigar, respirar e deglutir. Elas são consideradas funções pré-linguísticas, ou seja, todos nós dependemos de que elas estejam fortalecidas e sincronizadas entre si para que a fala articulada se efetue adequadamente. O que fazemos de maneira natural, e sem nos deter nos sintomas, é apenas reorganizar, recapitular, o processo da neuroevolução através dos movimentos, que são inerentes à própria evolução humana.

RA – Há casos de alta (ou recuperação) de pessoas com autismo submetidas ao Método Padovan?
IC – Temos inúmeros casos de crianças e jovens que conseguiram superar todas as suas dificuldades e hoje estão completamente inseridos na sociedade, tendo um comportamento adequado. Isso tem ocorrido tanto no Brasil quanto no exterior. Houve até um caso de um menino com autismo grave que se recuperou a ponto de conseguir se formar em uma faculdade. As primeiras mudanças que pude observar na minha prática clínica, nos casos das crianças portadoras de autismo, foram o início do contato visual, a melhora na qualidade do sono e a aceitação de convívio social.

RA – Qual a ligação do Método com a Fonoaudiologia?
IC – Beatriz é graduada em Fonoaudiologia. Durante muitos anos foi pedagoga Waldorf e, desde que criou seu próprio método, não utiliza as técnicas fonoaudiológicas acadêmicas convencionais. Hoje em dia, diversos profissionais da área da saúde (tanto no Brasil como no exterior) se dedicam à aplicação do Método Padovan. Além de fonoaudiólogos, temos psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e até médicos e dentistas. A procura pela formação no Método Padovan tem sido cada vez maior, principalmente no exterior (Alemanha, Áustria, Espanha, França, Grécia, Suíça, Canadá, Índia, Marrocos e Tunísia), onde Beatriz e sua filha, a médica Sônia Padovan Catenne, ministram vários cursos. Essa procura pela formação iniciou-se em 1979, em Stuttgart (Alemanha), a convite do médico Otto Wolf, após ter assistido uma palestra sobre o método em São Paulo.

RA – Os pais podem aplicar o Método ou fazer algo que contribua em casa?
IC – Os pais, quando bem orientados por profissionais Padovan, são nossos maiores colaboradores. Normalmente não são solicitados exercícios para serem realizados em casa, mas, durante o atendimento com o profissional, é muito importante a ajuda e participação dos pais, sempre que estiverem disponíveis para isso. A criança nunca é tratada afastada dos pais, nunca se trabalha de portas fechadas, e toda a atuação pode e deve ser observada pelos familiares.
Neste mês, estou sendo chamada para ir à Tunísia, para também tratar, dar supervisão e orientar o tratamento do autismo, com crianças e jovens atendidos exclusivamente com o Método Padovan.

RA – Como posso encontrar um profissional que aplique o método em minha cidade ou próximo?
IC - Em São Paulo, nas Clínicas Padovan (www.padovan.pro.br), existe um cadastro dos profissionais que receberam formação e que se mantém atualizados na aplicação do Método Padovan.

Iolanda Bezerra Costa atende no Centro Carioca do Método Padovan (Cecamp, www.cecamp.net) e seu e-mail éiolanda.cecamp@gmail.com

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Crianças Especiais - O Tratamento deve ter como objetivo ficar em pé e caminhar?

Essa publicação foi retirada do blog http://amadurecendocomsaude.blogspot.com é do ortopedista Mauricio Rangel.  


  São muitas as causas que tornam uma criança portadora de necessidades especiais:

- Paralisia cerebral
- Mielomeningocele
- Síndrome de Down
- Autismo
- Artrogripose
- Síndromes genéticas
- Doenças metabólicas
- Distrofias musculares
(entre outras)

  Em alguns casos, apesar de todas as pesquisas diagnósticas, a causa permanece desconhecida. Mas, independente da causa, uma característica comum das nossas queridas crianças especiais é o atraso no desenvolvimento motor e o acometimento musculoesquelético. Algumas, além do comprometimento motor, têm o envolvimento intelectual, mas independente disso, os objetivos do tratamento  não são modificados.

  Quando um ortopedista pediátrico avalia uma criança especial é fundamental que estabeleça com a família um prognóstico do desempenho motor da criança, pois frequentemente isso é um motivo de preocupação dos pais.

Meu filho terá independência para locomoção? 



  Dados como o diagnóstico primário, as patologias associadas e, principalmente, o grau de comprometimento corporal nos permitem dizer qual será a expectativa motora da criança, e com isso traçar um plano de tratamento que priorize as reais necessidades de cada criança.

Como classificar a capacidade motora de cada criança?

  Hoje em dia existe o que chamamos de classificação motora funcional que estabelece o tipo de locomoção da criança levando em consideração o local onde estiver - ou seja, como se desloca no domicílio (5m); como se desloca na escola (50m); como se desloca na comunidade (500m).
Obs. Essa classificação é usada para comunicação entre os profissionais envolvidos no tratamento.

Quais os tipos de marcha existentes?

- As crianças que têm expectativa de caminharem livremente fora do ambiente domiciliar, com ou sem auxilio de aparelhos (conhecidos como órteses, muletas ou andador), são as que têm marcha comunitária.

- As crianças que conseguem caminhar pequenas distâncias em casa, sempre com algum tipo de auxilio - seja de um familiar, apoiando em mobília ou parede - são as que têm marcha domiciliar, conseguindo fazer as transferências da cadeira para outros cômodos, e sendo cadeirantes para maiores distâncias.

- As crianças que só conseguem ficar em pé nas sessões de fisioterapia, com auxilio da profissional, e trocam passos só durante o treinamento fisioterápico exclusivamente, são conhecidas como tendo marcha funcional.

- As crianças que não conseguem qualquer tipo de marcha são as cadeirantes, não andadoras. Geralmente são crianças com envolvimento corporal total e tem pouco controle para sustentar a cabeça.

Qual o objetivo do tratamento ortopédico? 

  A abordagem ortopédica é independente do tipo de marcha previsto.


  O Principal é permitir que as articulações permaneçam bem alinhadas para possibilitar a criança seu desempenho motor dentro da expectativa do seu quadro neurológico. Portanto, articulações que perdem sua amplitude de movimento e deformam impedindo que a criança adote a postura ereta, devem ser corrigidas. Então quadris que não esticam, joelhos que ficam rígidos em flexão e pés que ficam rígidos para baixo (postura chamada equino) ou rígidos para cima (postura chamada de talismo), precisam de tratamento sem o qual será impossível permitir a postura ereta e o treino para deslocamento motor.

  Corrigir deformidades estigmatizantes, não só para a criança como também para sua família. Afinal, independente do quadro motor, por que deixar pés deformados e condena-los a não usarem calçados adequados como todas as outras crianças? Por que deixar que punhos e mãos fiquem deformados grosseiramente, dificultando inclusive o vestuário da criança, uma vez que vestir camisa se torna difícil, além de dificultar a higiene nas pregas da pele. A coluna vertebral também precisa ser tratada e correções de deformidades (escolioses) são fundamentais para manter o equilíbrio do tronco sentado e permitir o bom desenvolvimento respiratório.

  Os quadris são articulações nobres, muito importantes, pois são submetidos a desequilíbrio dos músculos com tendência ao deslocamento e o tratamento preventivo e reconstrutivo é fundamental em manter a pelve nivelada, permitindo a postura ereta. Além de impedir quadros dolorosos, se não tratados, que prejudicam muito a qualidade de vida das nossas crianças. Além disso, contraturas nos quadris dificultam a abertura de pernas para as trocas de fralda e higiene perineal, dificultando muito a vida da criança e dos seus cuidadores.

Porque investir no posicionamento em pé?

São muitos os benefícios:

Melhora na qualidade óssea, impedindo a osteoporose por desuso e diminuindo os riscos de fraturas por trauma de baixa intensidade.

Permitir troca de passos e treino de marcha sempre com fisioterapeuta capacitado

Melhora na capacidade cardiovascular e respiratória.

Melhora no equilíbrio do tronco.

Melhora na autoestima da criança que consegue se comparar com todas as outras quando consegue ficar em pé.


O ORTOPEDISTA E O FISIOTERAPEUTA

Qual o papel de um, e onde entra o outro? A importância da parceria.

  No início da vida o tratamento fisioterápico é fundamental, permitindo que a criança alcance os marcos do desenvolvimento. Porém, em determinado momento da vida, mesmo com toda fisioterapia regular prescrita, as crianças param de adquirir ganhos motores. Essa é a história natural habitual. Coincide com o surgimento de deformidades articulares fixas que não são vencidas só com a fisioterapia. É nesse momento que as cirurgias ortopédicas têm seu papel fundamental no tratamento. As correções cirúrgicas em múltiplos níveis permitem a criança ter suas contraturas corrigidas e com isso retomar seus ganhos motores. A cirurgia muda a história natural do desempenho motor para melhor. A criança ganha aptidões.

  Cabe ao fisioterapeuta identificar seu limite, reconhecendo até onde vai o seu papel e ser parceiro do cirurgião ortopedista no trabalho multidisciplinar nas indicações, entendendo os benefícios que a cirurgia proporcionará a criança, sabendo que no pós operatório a fisioterapia será retomada com muito mais facilidade.

  O tratamento é longo, os cuidados são constantes e os bons resultados só ocorrem com a combinação de fisioterapia e cirurgia ortopédica nos momentos adequados.

  Invistam em seus filhos, mesmo aqueles cuja expectativa é serem cadeirantes para longas distâncias. Ficar em pé e trocar passos, mesmo em pequenas distâncias, faz diferença e facilita a vida da criança. Tratem, permitam-os crescerem sem deformidades, mantendo suas articulações protegidas, sem dor e bem posicionadas.

  Não se contentem com profissionais que contra-indicam qualquer tratamento só pelo fato de serem crianças cadeirantes. Não percam a esperança. Podemos oferecer MUITO para melhoria da qualidade de vida dos nossos pacientes ESPECIAIS.

Dr . Maurico Rangel - nosso  ortopedista! 
Ilha do Governador
Rua Cambaúba, 269
Tel: 2468-1050

Petrópolis
Av. Portugal,236
Tel: (24)2006-0560/ (24)2242-4907
 

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